Ás vezes abro os olhos e me vejo em lugar onde tudo é tão bonito quanto uma bela manhã de SOL intenso. Parece que vida é tão tranquila que nem mesmo a doença conseguiria apagar tal brilho. De repente começo a distanciar desse paraiso e num piscar de olhos, estou de volta a esta sufocante realidade que vivo. Uma realidade triste, opressora...Ás vezes a minha fica tão confusa, que parecer uma estória na qual não se tem certeza do final, ou se pelo menos existirá um final a ser contado. É um emaranhado de fios no qual queimá-los seria mais fácil resolver o problema do que tentar desenrolá-los.
Ás os meus olhos percorrem o imenso horizonte sem nada encontrar, sem ter a ninguém recorrer. Querer um abraço aconchegante e carinhoso e nele pode esquecer tudo que tem me atormentado. Ausente desse desejo, acabo me afogando no meu proprio mar de trsiteza, de opressão e sombrio. Talvez seja porque a minha coragem virou as costas pra mim e eu não consiga conversar com alguém sobre isso, ou talvez não exista esse alguém pra conversar. Fico preso dentro de mim mesmo.
Ás vezes acabo me refugiando nas musicas que gosto, e por um instante sou conduzido a um passado nada disso existia. Era tão feliz e tranquilo. Tinha uma vida pra viver e por alguem viver, diferentemente de hoje. Não tinha dia sombrio ou noite chuvosa que apagasse o brilho de minha felicidade, detalhe que já não me lembro como é. Levantava a cabeça do travesseiro pra viver o dia, onde deito pra esquecer a vida que tenho.
Ás vezes penso: Será que ainda posso ser feliz....
Autor: Eugênio Trindade
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